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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Culto ao Corpo


Barriga sarada. Músculos malhados. Bíceps definidos. Alimentação balanceada. Vitaminas. Centros de estética. Incontáveis linhas de cosméticos. Clínica de Cirurgia Plástica. Até cansa falar tudo isso, que uma pessoa que se preocupe com tudo mencionado não leia. Cresce cada vez mais a preocupação extrema com o corpo e com a aparência, alguns com discurso da preocupação com a saúde, outros com a estética. 

Estamos vivendo aquilo que foi reproduzido na Grécia Antiga, o extremo da eugenia. A mídia nos bombardeia o tempo todo com imagens de pessoas com aparência "perfeita" e nós tentamos de todas as formas possíveis e mais cabulosas aderir em nós, com direito a cirurgia para troca de cor de olhos (pausa para rir). Acho que nessa busca incessante para adquirir um corpo individualizado, o individuo acaba se perdendo nas exigências do social. 

Para que buscar por um ideal inatingível? Por que toda essa necessidade em corresponder toscos padrões? Até mesmo a garotinha da novela que está com uma doença terminal e com cabelos caindo, e ainda assim impecáveis, acorda com cabelo oleoso e remela nos olhos; pois são essas "imperfeições" que compõe o verdadeiro ser humano (àquele que nos deparamos  todas as manhãs em frente ao espelho) . E quer saber de uma? Eu concordo com a frase de Honoré de Balzac: "Deve-se deixar a vaidade aos que não têm outra coisa para exibir"

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Divergências

Já dizia Maquiável que os fins justificam os meios. Mas até quando uma ação realizada é adequada para atingir um objetivo? Quando se trata de atingir a lealdade, por exemplo, é relevante fazer uso da deslealdade como mecanismo de movimentação a fim de se chegar até a lealdade? Será que durante a busca incessante pela felicidade, vale á pena abusar do uso das atitudes egoístas que promovem a infelicidade do outro? É correto ser injusto no combate à injustiça? É lógico usar armas de fogo para “pacificar”? Pode-se descobrir encobrindo dos outros? Dá para encarar a ideia de enriquecer produzindo a miséria como dejeto? E o favorecimento de uma parcela de pessoas em função do desfavorecimento doutra? Pode? Vale tudo?

Talvez os fins não justifiquem os meios. Os meios refletem o fim.